terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Concorrência derruba custo em Santos

SANTOS – Os preços de movimentação de contêineres cobrados dos armadores pelos terminais caíram de 12% a 15% em Santos com a entrada dos novos terminais de contêineres BTP e Embraport. Os dados são do diretor comercial da Embraport, Michael da Silva, e foram apresentados na sexta-feira durante evento promovido pela Log-In a investidores no terminal da Embraport.

“Até 2012 os terminais [existentes] fizeram uma festa ao manter não só os preços altos, mas reajustados anualmente. No ano de 2013 os aumentos não só pararam mas [o preço] baixou”, disse Silva.

O presidente da Log-In, Vital Lopes, armador de linhas nacionais que migrou para a Embraport um serviço em que opera com outra companhia, confirmou os números. “Eu procuro queda maior.” A Log-In opera um outro serviço no porto em um terminal da margem direita (Santos). Mas não descarta transferir também essa linha para a Embraport (que fica na margem esquerda, em Guarujá).

“É questão de eficiência e preço. Na margem direita já existe toda uma infraestrutura estabelecida. Na margem esquerda, além de não ter [essa infraestrutura], tem a questão do pedágio [da rodovia Cônego Domenico Rangoni], que cobra por eixo”, disse Lopes.

O diretor de Operações da Log-In, Rômulo Otoni, disse que no “boom” de cargas de importação em anos recentes a companhia chegou a ser dispensada por terminais de Santos. As cargas de importação são as que mais remuneram o terminal, pois demandam armazenagem, o que não ocorre com as cargas de cabotagem e transbordo.

Silva, da Embraport, diz que o terminal é atrativo porque foi dimensionado levando em conta não somente as cargas de longo curso – exportação ou importação -, mas também as de transbordo. “A nossa atratividade é ser hub port [porto concentrador].”

A estimativa é que a BTP e a Embraport adicionem quase 70% de capacidade operacional ao porto de Santos na movimentação de contêineres, mercado até então dividido entre Santos Brasil, Libra, Ecoporto e Rodrimar.

Fonte: Valor Econômico-SP