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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dólar em alta eleva a rentabilidade do exportador em 2015

Valor Econômico - 05/01/2015

Moeda americana a R$ 2,60 aumenta ganho em 3,1%. Com cotação a R$ 2,80, margem sobe 11%
Marta Watanabe - De São Paulo

A perspectiva de manutenção da tendência de desvalorização do real deve elevar a rentabilidade dos exportadores em 2015. Um dólar médio de R$ 2,60 no primeiro semestre deste ano elevaria a margem de ganho do exportador em 3,1%, levando em conta o acumulado de janeiro a junho de 2015 contra igual período de 2014. Se a média da cotação do dólar no primeiro semestre chegar a R$ 2,80, a rentabilidade sobe em 11,3%. Com a moeda americana a R$ 2,90, a alta da lucratividade vai a 12,7%.

O boletim Focus divulgado pelo Banco Central, que reflete as estimativas do mercado, projeta dólar a R$ 2,70 ao fim do primeiro semestre e a R$ 2,80 ao fim do ano.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Exportação de carros leva tombo

Valor Econômico - 26/12/2014
Eduardo Laguna

Além de aprofundar o déficit comercial no setor, montadoras brasileiras, ao que tudo indica, vão fechar 2014 com o pior resultado nas exportações em doze anos. Mantido o ritmo mostrado desde janeiro - de média mensal inferior a 30 mil veículos -, os embarques, que acumularam 310,8 mil unidades até novembro, caminham para ficar abaixo da marca de 350 mil unidades. No ano passado, 566,3 mil veículos saíram do país.

A Argentina, principal destino dos carros brasileiros no exterior, é a maior responsável pelo desempenho negativo. Mas só a crise do país vizinho não explica o volume mais fraco das vendas externas desde 2002, quando as exportações somaram 265,7 mil veículos, conforme a série histórica da Anfavea, entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil.

Exportação de veículos deve ser a menor em doze anos

Valor Econômico - 26/12/2014
Eduardo Laguna

As montadoras brasileiras devem fechar 2014 com o pior resultado nas exportações em 12 anos. Mantido o ritmo deste ano - de média mensal inferior a 30 mil veículos -, os embarques, que acumularam 310,8 mil unidades até novembro, caminham para ficar abaixo de 350 mil unidades.

A crise da Argentina, principal destino dos carros brasileiros no exterior, é a maior responsável pelo resultado ruim. Seja por falta de competitividade, seja por queda de demanda em alguns de seus maiores mercados, a indústria brasileira de veículos também perdeu vendas no México, na África do Sul, no Uruguai, no Chile e no Peru, destinos importantes dos carros brasileiros.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dólar e juros caem após tom ameno do Fed

Valor Econômico - 19/12/2014
Silvia Rosa, José de Castro, Antonio Perez e Lucinda Pinto | De São Paulo

A sinalização do Federal Reserve (Fed, banco central americano), na quarta-feira, de que o aumento dos juros nos Estados Unidos será conduzido de forma gradual e mais adiante trouxe uma trégua na aversão a risco. Tal combinação levou ao recuo do dólar e das taxas de juros futuros no Brasil.

Os investidores reagiram ontem positivamente ao tom ameno do comunicado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de quarta-feira, divulgado após o fechamentos dos mercados no Brasil.

Apesar de reconhecer a melhora da economia americana, o Fed ponderou que deve conduzir o processo de alta de juros com "paciência". Para investidores, foi um sinal de que o processo de normalização da política monetária deve se dar de forma gradual, reduzindo a preocupação com uma antecipação da alta da taxa de juros nos EUA, esperada para meados de 2015.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Congressistas elevam seus salários para R$ 33,7 mil

Folha de S. Paulo - 17/12/2014

Presidente e ministros terão um aumento menor e vão passar a receber R$ 30,9 mil
DE BRASÍLIA

Em acordo costurado nesta terça (16), ficou acertado que os vencimentos dos congressistas e dos ministros do Supremo Tribunal Federal passarão para R$ 33,7 mil.

Os salários da presidente Dilma Rousseff, do vice Michel Temer e e dos ministros do Executivo subirão menos e chegarão a R$ 30,9 mil.

A Câmara deveria aprovar nesta terça (16) os aumentos, mas, até a conclusão desta edição, a votação ainda não havia ocorrido. O último aumento do Executivo e do Legislativo foi em janeiro de 2011, e elevou os salários desses Poderes para R$ 26,7 mil.

O do Judiciário ocorreu em janeiro de 2013, e levou os vencimentos dos ministros do Supremo para R$ 29,4 mil.

Segundo o acordo desta terça, o único Poder que terá uma melhora salarial real (acima da inflação) será o Judiciário --cerca de R$ 800.

No caso do Congresso, o aumento vai compensar a inflação. No Executivo, o reajuste ficará abaixo da inflação. As quantias acordadas para Judiciário e Congresso são um meio-termo entre a o valor desejado pelo STF e parlamentares (R$ 35,9 mil) e a sugestão do governo Dilma (de R$ 30,9 mil).

(MÁRCIO FALCÃO)

Nova equipe não afasta alta de impostos

Brasil Econômico - 17/12/2014

Em reunião reservada no Congresso, Levy e Barbosa evitaram adiantar detalhes sobre ajuste, mas não descartaram alta de impostos. Também a parlamentares, Tombini disse que inflação terá pico no primeiro trimestre

Sonia Filgueiras

A trinca econômica do futuro governo cumpriu ontem agenda no Congresso Nacional. Em reunião reservada com parlamentares da Comissão Mista de Orçamento, os futuros ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, reafirmaram o compromisso com o ajuste fiscal e passaram a mensagem de que2015 não será um ano fácil. Segundo o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), que participou do encontro, Levy afirmou que o cumprimento da meta de superávit primário nas contas públicas equivalente a 1,2% do PIB em 2015 exigirá esforço. "O quadro é de dificuldade é muito claro e foi reconhecido pelo ministro Joaquim Levy e Nelson Barbosa", informou o deputado. "Todas as medidas que tem que ser tomadas serão tomadas", disse Levy durante a reunião, segundo um outro participante do encontro que pediu o anonimato.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Prepare-se: o dólar vai subir

Revista Veja - 15/12/2014
A recuperação dos EUA valoriza a moeda americana em todo o mundo. No Brasil, a alta é reforçada pelas fragilidades do país na economia

ANA LUIZA DALTRO

Maior produtora mundial de minério de ferro, a Vale divulgou no dia 30 de outubro um prejuízo de 3,4 bilhões de reais no terceiro trimestre. O menor crescimento nas compras feitas pela China, cuja economia vem se expandindo menos, não explica completamente os números ruins. A empresa informou que o prejuízo ocorreu principalmente por causa da variação no preço do dólar, que impactou as dívidas da empresa, levando a uma perda de 6,2 bilhões de reais. Trata-se apenas de um exemplo dos efeitos sobre a economia de uma virada na cotação da moeda americana. Na semana passada, o dólar chegou perto de 2,70 reais, o maior preço desde abril de 2005. A valorização não tem sido mais acentuada apenas por causa das intervenções do Banco Central. Do contrário, estimam os economistas, a cotação certamente já estaria rondando os 3 reais.

Parte da alta decorre de causas externas. Os Estados Unidos, embora distantes da exuberância pré-crise, dão sinais de uma fase de recuperação mais sólida. Espera-se para o próximo ano uma elevação das taxas de juros no país. O dólar vem ganhando força em relação a praticamente todas as moedas internacionais pelo fato de que existem boas oportunidades de investimento na economia americana, o que atrai maior volume de capitais para o país. Ao mesmo tempo, o esfriamento na China reduziu a demanda por commodities, como metais e petróleo. O estoque mundial de grãos se recuperou, dando fim ao ciclo de alta da soja e dos cereais. As commodities também se beneficiaram do fato de ser usadas como uma espécie de reserva de valor quando há um grau mais elevado de incertezas na conjuntura externa. Essa fase, no entanto, parece ter ficado para trás.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Comunicação do BC confunde mercado

Valor Econômico - 11/12/2014
Antonio Perez e Aline Oyamada

Metamorfose ambulante não seria uma má definição para a comunicação recente do Banco Central (BC). Em um período de cerca de 15 dias, a política monetária aparentemente trocou de roupa pelo menos três vezes.

Na apresentação da nova equipe econômica, no dia 27 de novembro, a política monetária estava "especialmente vigilante", garantiu Alexandre Tombini, o presidente do BC. Em 3 de dezembro, ao mesmo tempo em que intensificou o ritmo de aperto e elevou a taxa Selic em 0,50 ponto, para 11,75%, o BC avisou: daqui para frente, a política monetária seria conduzida com parcimônia. No dia 9, em audiência pública no Congresso Nacional, Tombini não falou nem "parcimônia" nem "especialmente vigilante". A política monetária, disse o presidente do BC, deve se manter "ativa".

Ao invés de vir para explicar, a expressão "ativa" acabou por confundir ainda mais. Em conversa com economistas, alguns com passagem pelo próprio BC, o Valor ouviu interpretações díspares. Consenso apenas em torno da expectativa de que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que sai hoje, esclareça, afinal, qual é o recado que o BC quer passar. E, se o documento ainda deixar dúvidas, Tombini terá uma segunda chance, em almoço hoje na Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Alta do dólar é incentivo para fabricantes de equipamentos

Brasil Econômico - 10/12/2014

Por meio do Programa Mais Alimento Internacional, o Brasil vai oferecer crédito de US$ 23 milhões para 15 países, a maioria africanos, destinado à compra de itens nacionais, como plantadeiras e arados

A escalada do dólar, que desde o fim de outubro tem se mantido acima dos R$ 2,50, deu novo fôlego aos fabricantes de máquinas e implementos agrícolas. Até então, as vendas ao Exterior acumulavam queda de 6,2% em 2014 em comparação aos dez primeiros meses do ano passado, totalizando US$ 772,2 milhões. "Até 90 dias atrás estávamos fora do mercado. Perdemos clientes devido à forte concorrência. Nosso preço não estava bom. Agora, com a reação do dólar, voltamos a ganhar espaço, mas, quando retornamos à briga, muitas empresas já haviam firmado acordos, que podem durar por pelo menos seis meses", afirma o vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Carlos Marchesan.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Esforço fiscal em 2015 terá" lista de maldades"

Valor Econômico - 05/12/2014
Para analistas, superávit primário de 1,2% é meta possível, mas vai exigir ajuste forte
Tainara Machado De São Paulo

Com o cobertor curto e a meta anunciada de elevar o superávit primário para 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, o esforço fiscal sinalizado pela nova equipe econômica para o próximo ano deve incluir, inevitavelmente, uma "lista de maldades".

Economistas dão como certa a elevação da Cide sobre combustíveis, que foi zerada em 2012, o que pode elevar a arrecadação em 2015 entre R$ 4 bilhões e R$ 13 bilhões, de acordo com as estimativas de economistas ouvidos pelo Valor. A reversão do desconto de IPI para automóveis, já anunciada, pode render cerca de R$ 4 bilhões, mas para completar o ajuste, será preciso criar ou elevar alíquotas de outros impostos.

Os investimentos federais, que devem encerrar este ano em 1,2% do PIB, também devem entrar na linha de corte, com redução de até 0,5% do PIB. Ainda do lado do gasto, restrições maiores para concessão do abono, seguro-desemprego e pensões por morte podem levar a economia de 0,2% do PIB em 2015.

O ajuste deve contar com contenção no ritmo de alta das despesas, mas a maior parte do esforço adicional ocorrerá no lado da receita, estima o Itaú. Para o economista Luka Barbosa, o superávit primário de 2015 deve ser de 1,2% do PIB, em linha com o anunciado pelo novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. É um esforço adicional de 1% do PIB em relação ao superávit primário de 0,2% projetado para este ano. O aumento de receita deve responder por 0,52 ponto dessa alta, estima ele. O aumento do IPI para automóveis de 3% para 5% deve render R$ 4 bilhões a mais ao cofres públicos em 2015, enquanto a recomposição parcial da Cide elevaria a arrecadação em outros R$ 5 bilhões. O ajuste ainda exigiria receita de R$ 15 bilhões, ou 0,3% do PIB, adicional em 2015.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arrocho confirmado

Brasil Econômico - 04/12/2014
Comitê de Política Monetária confirma as expectativas do mercado e eleva a Selic em 0,5 ponto percentual, para 11,75%, consolidando um novo ciclo de aperto monetário.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) confirmou as previsões do mercado e elevou, por unanimidade, a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano. A elevação dos juros consolida um novo ciclo de aperto monetário, iniciado na última reunião do Copom, em outubro, quando a Selic subiu 0,25 ponto percentual, para 11,25%. De acordo com o comunicado do Copom, iniciado com o termo "neste momento", foram considerados "os efeitos cumulativos e defasados da política monetária, entre outros fatores". o Comitê também avaliou que o esforço adicional de política monetária "tende a ser implementado com parcimônia".A alta de juros, acompanhada pelo superávit primário estabelecido para 2015 pelo novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinaliza o compromisso do Governo Dilma Rousseff de ampliar os esforços para controlar a inflação, que excedeu o centro da meta do país nos últimos quatro anos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O impacto do dólar alto sobre os importadores

Brasil Econômico - 02/12/2014
A valorização da moeda americana ante o real torna o produto nacional mais competitivo, mas, por outro lado, encarece a produção de vários setores que dependem de insumos


Patrícia Büll

A intensidade da valorização do dólar, que passou de R$ 2,21 para R$ 2,50 em apenas quatro meses, pegou de surpresa empresas de diversos setores e mostra os dois lados de uma mesma moeda: comemoração para quem exporta; e dias nebulosos para importadores. Professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Celso Grisi explica que o real desvalorizado afeta bastante as empresas que dependem da importação de insumos. Ele cita como exemplo os setores eletroeletrônico, químico, de aviação e até automobilístico. "Embora essas empresas se tornem mais competitivas para exportar, no curto prazo veem o custo de produção aumentar por conta da importação de peças e de componentes que se tornam mais caros, já que o dólar valorizado demanda mais reais para um produto que será montado aqui e vendido pelo mesmo valor de quando a situação era inversa", explica Nesse cenário, diz Grisi, o caminho é substituir as peças por similares nacionais.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Uma nova chance para a economia

Revista Veja - 01/12/2014
MALU GASPAR

Joaquim Levy no comando da equipe econômica traz a perspectiva de uma mudança radical na política em curso, com a previsão de um desejado controle nos gastos públicos e a volta do combate à inflação. É uma esperança para retomar o crescimento. Resta saber como Dilma conviverá com ideias diferentes das suas

Não foram poucas as vezes em que Sérgio Cabeira como o novo ministro da Fazenda, no lugar de Guido Mantega, deverá levar à exasperação também a presidente Dilma Rousseff. Que assim seja! Passados quatro anos de maquiagens nas contas públicas, manobras fiscais e pouco empenho no controle das despesas, a contabilidade do governo brasileiro corria oral, em seu primeiro mandato no governo do Rio de Janeiro, desabafou a respeito de seu secretário da Fazenda, Joaquim Levy: "Bem que o Lula me disse que esse Levy era um pão-duro!". Pelo seu histórico em cargos públicos e pelas suas convicções acadêmicas, o economista carioca de 53 anos, apresentado na quinta-feira de cair no descrédito. Mudar de rota traz a esperança de uma retomada no crescimento. Diante dos desafios do petrolão, que poderá fragilizar o governo, e do jogo político pesado de um Congresso eleito menos favorável ao diálogo, a correção de rumo na economia pode ser o pilar de sustentação do segundo mandato de Dilma. Levy é um fiscalista. Isso significa que crê na necessidade de manter o equilíbrio do Orçamento, garantindo que as despesas cresçam em ritmo menor que o das receitas. É uma mudança radical em relação a Dilma 1.0 e sua equipe, que vendiam a ilusão de que o Brasil poderia crescer empurrado só pelo crédito. Terminou com o governo gastando um dinheiro que não tinha com empresários que não queriam investir. Dilma 2.0 começa diferente. Isso é motivo de otimismo.

Apertem os cintos, o piloto subiu

Revista ISTOÉ Dinheiro - 01/12/2014

Sob o comando de Joaquim Levy, a nova equipe econômica prepara um ajuste fiscal. É o oposto do que a presidenta Dilma defendeu na campanha

Em seu primeiro pronunciamento como ministro indicado da Fazenda, na tarde da quinta-feira 27, o carioca Joaquim Levy, 53 anos, foi cuidadoso no uso das palavras. O objetivo era evitar contradições em relação ao discurso de campanha da presidenta Dilma Rousseff, que prometeu fazer a economia voltar a crescer, como num passe de mágica, sem sacrificar empregos e programas sociais. Porém, na questão fiscal, Levy teve de colocar o dedo na ferida, já que o governo terá, em 2014, um superávit primário de 0,19% do PIB, o pior resultado desde 2001, quando começou a série histórica.

Levy, que é doutor em economia pela ortodoxa Universidade de Chicago, deixou claro que o resgate da credibilidade das contas públicas é pré-condição para o País voltar a crescer. Para isso, prometeu perseguir superávits primários superiores a 2% do PIB em 2016 e 2017 e uma meta menor, de 1,2%, no ano que vem. "Alcançar essas metas é fundamental para o aumento da confiança na economia brasileira e para criar as bases para a retomada do crescimento econômico e a consolidação dos avanços sociais dos últimos anos", disse Levy, ao lado do ministro indicado para o Planejamento, Nelson Barbosa, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que permanece no cargo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O que dizer agora?

Autor: CELSO MING
O ESTADÃO - 14/11/2014

Os administradores da autoridade monetária se agacharam diante das pressões do governo; Em vez de mostrarem a foto verdadeira do que se passava, submeteram a situação fiscal a maquiagens verbais

Nesta quinta-feira, o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, ouviu um rosário de críticas dos analistas econômicos reunidos no Rio de Janeiro a respeito da acentuada deterioração das contas públicas (questão fiscal).

Talvez não tenha ouvido o suficiente sobre tema relacionado: a cumplicidade do Banco Central, presidido pelo economista Alexandre Tombini, neste desastre fiscal.

O BC enfrentou os dois primeiros anos do governo Dilma denunciando, tanto no Relatório de Inflação como nas Atas do Copom, o estrago que a administração fiscal vinha produzindo sobre a inflação.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Estudo mostra desconcentração da indústria no Brasil

BRASÍLIA – O Estado de São Paulo, o maior parque fabril do país, vem perdendo espaço. A participação das empresas paulistas, que respondem por 31,3% de tudo o que é produzido no país, recuou 7,7 pontos percentuais, a maior queda apurada em todos as unidades da federação.

Já a contribuição das indústrias do Rio de Janeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) industrial aumentou 2,5 pontos percentuais na década de 2001 a 2011. Do total da produção industrial brasileira, 12,5% vêm do Rio de Janeiro.

Os números foram divulgados, nesta quinta-feira, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Uma das conclusões é que a disseminação da contribuição dos estados na produção nacional mostra que há desconcentração da indústria no Brasil. Segundo o estudo inédito, denominado Perfil da Indústria nos Estados, nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste se registra o maior nível de expansão.

“Os dados mostram que, nos últimos dez anos, tem havido aumento da industrialização fora de São Paulo. A desconcentração industrial é positiva, porque leva desenvolvimento para outros estados do país. Mais indústrias significam mais empregos de maior qualidade, salários mais elevados e distribuição de renda”, disse o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

Segundo ele, o fato de a pesquisa ter como data limite de comparação o ano de 2011 não a torna obsoleta. Uma mudança estrutural é bastante lenta e o cenário da época não é muito diferente do quadro atual. “A mudança industrial caminha como um jabuti e a tendência de a indústria vir piorando já vem há dez, 20 anos”, afirmou.

Fonte: Jornal do Commercio-RS/Agência Estado

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Questão fiscal e transações externas aproximam país de perigo de estagflação

O governo que assumir o país após as eleições deste ano, seja ele qual for, precisa adotar medidas rigorosas de ajuste fiscal, comentam economistas. Nesta semana, foi divulgado um déficit primário de R$ 14,460 bilhões em agosto deste ano, quarto resultado negativo consecutivo, distanciando o alcance da meta de R$ 99 bilhões deste ano. A balança comercial brasileira ainda teve seu pior desempenho para meses de setembro desde 1998. O FMI também informou que o Brasil tornou-se, no ano passado, o país emergente com maior déficit externo do mundo. Especialistas apontam para um caminho cada vez mais próximo de um quadro de estagflação - que se caracteriza por redução do nível de atividade da economia com aumento do desemprego e da inflação.

O relatório trimestral do Fundo Monetário Internacional aponta que, em oito anos, o Brasil deixou de apresentar resultado positivo para chegar a um rombo de R$ 81 bilhões nas transações externas, que incluem comércio exterior, fluxo de investimentos, gastos de turistas, investimentos, entre outras questões. Para o FMI, é hora do país adotar medidas, antes que consequências negativas apareçam.

O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – apresentou déficit primário de R$ 14,460 bilhões, em agosto, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). Foi o quarto déficit primário consecutivo e o pior resultado para agosto na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Nos oito meses do ano, então, o superávit primário chegou a R$ 10,205 bilhões. A meta do ano, contudo, era chegar a R$ 99 bilhões. O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública e reduzir o endividamento do governo no médio e longo prazos.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Agência de risco muda de 'estável' para 'negativa' nota do Brasil

Baixo crescimento pode sinalizar piora da qualidade de crédito, diz Moody's.
Apesar da redução da perspectiva, país não perdeu grau de investimento.

Do G1, em São Paulo

A agência de classificação de risco Moody's alterou na manhã desta terça-feira (9) a perspectiva do rating (nota) dos títulos do governo brasileiro: de "estável para negativa". Em outubro de 2013, a Moody's já havia rebaixado a perspectiva da nota da dívida do Brasil de "positiva" para "estável".

Segundo a agência, a decisão "refletiu o risco crescente de que o contínuo baixo crescimento e a piora dos indicadores de dívida sinalizem uma redução na qualidade de crédito do Brasil e irão deflagrar uma migração em sentido declinante em seu rating de crédito".

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Presidente da CNI diz que ano já está perdido

RIO DE JANEIRO – O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou hoje que o ano está perdido para a indústria brasileira e que o setor vive um dos seus piores momentos. De acordo com o executivo, a produção industrial deve crescer até 0,8% em 2014. Para o ano que vem, a CNI projeta um avanço de 1,5% a 2% da indústria nacional.

“Estamos vivendo um dos piores momentos da história da indústria brasileira. Não me lembro de ter passado um periodo tão difícil como o deste ano e do ano passado. Quando se fala com empresários hoje, não se vê esperança grande com relação ao crescimento do Brasil”, comentou Andrade, em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dicas e Guia completo para a abertura de Empresa na China

marketing@ccibc.com (CCIBC)
A CCIBC  criou um Guia prático com dicas e informações que facilitam o entendimento do processo de abertura de uma empresa  ou filial na China. Veja abaixo nosso material:

Guia e Proposta para abertura de Empresa na China:

Investidores Estrangeiros (Brasileiros) podem se estabelecer de 05 (cinco) formas na China:
1. WFOE (Wholly Foreign Owned Enterprise) - Empresa cujo capital é totalmente detido por estrangeiros/brasileiros
2. JV (Joint Venture) - Empreendimento conjunto
3. RO (Representative Office) - Escritório de Representação
4. FIPE (Foreign Invested Partnership Enterprise) - Parcerias Empresariais de Investimento Estrangeiro 
5. Empresa em Hong Kong. 
Abaixo, segue breve descrição de cada tipo empresarial:
1. WFOE: Trata-se de uma empresa de Sociedade Limitada com capital totalmente detido pelo investidor estrangeiro/brasileiro. É necessário registrar o capital do WFOE na China, e a responsabilidade da empresa é limitada ao capital investido. A WFOE pode gerar receita, paga impostos na China e o respectivo lucro poderá ser repatriado ao país do investidor (Brasil). Qualquer empresa de sociedade limitada na China cujo capital é 100% (cem por cento) detido por uma empresa estrangeira ou individual estrangeiro ou empresas estrangeiras pode ser chamada de WFOE.