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sexta-feira, 20 de março de 2015

Dólar vai a R$ 3,30 e bolsa cai

BRASIL ECONÔMICO - SP

O dólar fechou com alta de 2,5% ontem e bateu em R$ 3,30 pela primeira vez em quase 12 anos, acompanhando a recuperação da moeda norte-americana no exterior após o recuo da sessão passada e refletindo as renovadas preocupações com a crise local na base governista.

A moeda dos EUA avançou 2,56%, a R$ 3,2965 na venda, maior nível de fechamento desde 1º de maio de 2003, quando fechou a R$ 3,315 na venda. A divisa havia fechado em queda na véspera pelo terceiro dia seguido reagindo ao tom de cautela adotado pelo Federal Reserve (Fed) em seu comunicado de política monetária.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Suíça abole limite cambial e franco dispara

Folha de S. Paulo - 16/01/2015

COTAÇÃO CHEGA A SALTAR 39% DURANTE O DIA; AUTORIDADE MONETÁRIA ADOTARA TETO PARA A MOEDA ANTE O EURO EM 2011
Para analistas, BC suíço previu que plano do Banco Central Europeu para injetar dinheiro no mercado começará logo
DO "FINANCIAL TIMES"

O franco suíço disparou em relação ao euro nesta quinta (15) após o banco central da Suíça surpreender os mercados e abandonar o limite adotado há mais de três anos para a cotação da moeda.

Quase imediatamente, a divisa suíça subiu 39% ante o euro e o dólar, uma das valorizações mais agudas da história recente. Durante o dia, a alta amenizou, e a valorização ficou em 15%, com o euro cotado a 1,02 franco.

A medida vem uma semana antes de o Banco Central Europeu (BCE), na expectativa do mercado, iniciar um programa de compra de títulos de dívida, o que aumentaria a demanda pelo franco.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Câmbio pode ajudar indústria automobilística

Brasil Econômico - 13/01/2015
Para especialistas, dólar na casa dos R$ 2,70 abre espaço para a retomada das exportações brasileiras e dá novo fôlego ao setor

A taxa de câmbio é considerada fator essencial para que o Brasil retome o patamar de 1 milhão de carros exportados por ano, registrado ao longo dos anos 2000 e a apreciação da moeda americana, em curso nos últimos meses, é vista como boia de salvação para a indústria nacional. A análise é do coordenador do MBA em Gestão Estratégica de Empresas da Cadeia Automotiva, da Fundação Getulio Vargas (FGV), Antônio Jorge Martins. Para ele, o patamar é plenamente alcançável pela indústria automotiva brasileira. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que as exportações de autoveículos brasileiros caíram 40,9% no ano passado, totalizando 334.501 unidades, ante 566.299 em 2013.Coordenador do Grupo de Indústria e Competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ), David Kupfer, avalia que se a taxa cambial permanecer em torno de R$ 2,70, "é provável que as exportações retomem e possam cobrir um pedaço desse mercado interno que se contraiu ou estará contraído este ano".

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Opinião - À procura de espaço cambial

Valor Econômico - 12/01/2015
David Kupfer

Encerrado o ano de 2014, a balança comercial brasileira apresentou resultado negativo pela primeira vez após treze anos consecutivos de superávit. Em si, esse resultado nem foi tão surpreendente pois vinha sendo antecipado por muitos analistas. Mas o montante do déficit, de US$ 3,93 bilhões, veio pior do que o prenunciado pelas projeções mais pessimistas e quase repetiu o tombo de 1998, exatamente o último ano da experiência de câmbio fixo e valorizado que caracterizou a primeira fase da estabilização monetária promovida pelo Plano Real. Menos noticiada, porém igualmente digna de registro, foi a redução ocorrida na corrente de comércio (a soma das exportações e das importações). Em 2014, esse valor foi de US$ 454 bilhões, uma expressiva queda de US$ 27,6 bilhões ante 2013.

A observação dos fluxos de exportação e importação desagregados pelas diferentes famílias de mercadorias sugere que o quadro da perda de competitividade apontado pelos números agregados pode ser pintado com tintas ainda mais fortes. Os principais vilões da balança comercial em 2014 foram "Combustíveis minerais", com déficit de cerca de US$ 24 bilhões; "Máquinas e aparelhos elétricos e eletrônicos", com quase US$ 23 bilhões e "Máquinas e equipamentos mecânicos", com cerca de US$ 19 bilhões. Seguiram-se "Veículos automotores", com cerca de 9,5 bilhões, "Fertilizantes", com US$ 8 bilhões e "Químicos orgânicos", com US$ 7,5 bilhões. Os principais mocinhos no mesmo período foram "Minérios", com superávit aproximando de US$ 27 bilhões, "Oleaginosas", com US$ 23 bilhões; "Carnes", com quase US$ 15 bilhões; "Açúcar", com US$ 9,5 bilhões; "Algodão", com US$ 7 bilhões; "Café", com US$ 6,5 bilhões e "Ferro e aço", com US$ 6,2 bilhôes.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dólar cai com menor aversão a risco

Valor Econômico - 09/01/2015
José de Castro
Silvia Rosa

O dólar fechou ontem em queda frente ao real acompanhando o movimento no exterior. A menor preocupação com o risco de antecipação da alta da taxa básica de juros nos Estados Unidos e a perspectiva da adoção de novas medidas de estímulo monetário pelo Banco Central Europeu (BCE) ajudaram a ampliar o apetite por ativos de maior risco.

No mercado local, o anúncio do corte de gastos do governo, publicado ontem no Diário Oficial da União, também trouxe alívio para o câmbio. O dólar comercial teve baixa de 1,22%, encerrando a R$ 2,6715.

Investidores buscaram antecipar as apostas antes da divulgação do relatório de emprego ("payroll") nos Estados Unidos, esperando um dado mais fraco, após a criação de empregos no setor privado ter vindo abaixo da expectativa do mercado.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Dólar recua 0,25% após dois pregões de alta

Valor Econômico - 07/01/2015
Silvia Rosa, José de Castro, Antonio Perez e Lucinda Pinto

Dados econômicos fracos vindos dos Estados Unidos e a melhora do humor dos investidores após o discurso de posse do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, levaram o dólar a fechar em queda ante o real, ontem, após dois pregões consecutivos de alta. Os investidores assimilaram a promessa de que medidas de ajuste fiscal serão prioridades no seu mandato.

A moeda americana caiu 0,25% e encerrou a R$ 2,7022.

Globalmente, o dólar perdeu força em relação a principais divisas após a divulgação de números mais fracos que o esperado do setor de serviços nos EUA. O índice divulgado pelo Instituto para Gestão de ofertas (ISM, na sigla em inglês) caiu de 59,3 em novembro para 56,2 em dezembro. Especialistas esperavam uma leitura de 58 pontos. Já as encomendas à indústria nos EUA recuaram 0,7% em novembro ante o mês anterior.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dólar segue mercado externo e fecha acima de R$ 2,70

Valor Econômico - 06/01/2015
Silvia Rosa e José de Castro

Depois de ter atingido a máxima de R$ 2,7306, o dólar perdeu força no pegão de ontem, após o discurso do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Mesmo assim, a moeda americana fechou com alta de 0,64%, a R$ 2,709.

O mercado local acompanhou o movimento do exterior, onde o dólar subiu frente às principais divisas em meio a nova queda do preço do petróleo e preocupações com a situação política na Grécia - aumentou o temor de saída do país da zona do euro.

A Grécia convocou eleições antecipadas para 25 de janeiro. Investidores temem que a vitória do partido de extrema esquerda Syriza coloque em risco os acordos de resgate acertados com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Opinião - Desvalorizações cambiais são contracionistas no Brasil?

Valor Econômico - 18/12/2014
Ricardo Barboza e Daniel Brum

A economia brasileira atravessou recentemente um período de intensa desvalorização da taxa de câmbio (cerca de 20% desde agosto). Há quem acredite que o câmbio ainda sofrerá desvalorizações adicionais, na medida que avance a normalização da política monetária nos Estados Unidos, nossos termos de troca devem cair ainda mais e haja um eventual rebaixamento da nota de crédito do país.

Diante de movimentos dessa magnitude na taxa de câmbio, cabe perguntar: quais as implicações disso sobre o PIB brasileiro?

A intuição treinada de boa parte dos economistas sugeriria que desvalorizações reais do câmbio têm impactos expansionistas no produto, afinal as exportações líquidas tendem a se elevar. Isto ocorre porque uma desvalorização torna mais competitivos os produtos domésticos comercializáveis vis-à-vis os estrangeiros, elevando nossas exportações e reduzindo as nossas importações, tudo o mais constante.

Câmbio dá mais fôlego aos têxteis

Valor Econômico - 18/12/2014
Simone Cavalcanti | Para o Valor, de São Paulo

O movimento de desvalorização do real, que tem mantido o dólar entre R$ 2,50 e R$ 2,60, começa a atrair a atenção dos exportadores do setor têxtil. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Rafael Cervone, que deixa transparecer uma mistura de alívio e cautela com o cenário. "Nos últimos oito anos, a situação cambial foi muito desfavorável às exportações", afirma.

"O patamar que, de fato, neutraliza o índice Big Mac é R$ 2,70", diz Cervone citando o indicador idealizado pela revista inglesa "The Economist" para ilustrar assimetrias cambiais de custo de vida entre países. O índice tem sido usado como argumento de que a adoção do regime de câmbio fixo com desvalorização de sua própria moeda, principalmente pela China, tem consequências negativas para a indústria brasileira.

No entanto, diz o executivo, a previsibilidade é um fator tão importante quanto a cotação da moeda. "A falta de previsibilidade mata", diz. Segundo ele, oscilações muito bruscas da moeda chegam a ser prejudiciais para o fechamento dos contratos de embarques. Assim como medidas do governo que não são bem definidas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dólar encosta em R$ 2,60 e fecha no maior nível desde abril de 2005

BRASÍLIA – Em alta pelo segundo dia seguido, a moeda norte-americana encostou em R$ 2,60 e voltou a fechar no maior valor em nove anos. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 2,595, com alta de 1,2%. O valor é o mais alto desde 18 de abril de 2005, quando a cotação tinha fechado em R$ 2,609.

O dia foi marcado pela volatilidade no mercado financeiro. No início da manhã, a cotação estava praticamente estável, mas a alta acelerou a partir das 14h. Por volta das 15h, a moeda chegou a ultrapassar R$ 2,60, mas diminuiu a alta perto do fim da sessão. O dólar acumula alta de 4,68% em novembro e de 10,47% no ano.

De acordo com analistas, a incerteza em relação à troca de ministros para o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff tem provocado turbulências no mercado financeiro. A instabilidade é agravada pelo cenário externo, principalmente depois que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, encerrou o programa de injeções de dólares na economia mundial motivado pela recuperação do emprego nos Estados Unidos.

O dólar não tem caído apesar de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) ter aumentado a taxa Selic (juros básicos da economia) para 11,25% ao ano. Em tese, os juros domésticos mais altos ajudam a derrubar o dólar porque ampliam a diferença das taxas brasileiras em relação às dos Estados Unidos, tornando o Brasil mais atrativo para os aplicadores internacionais.

Na Bolsa de Valores, a quinta-feira também teve perdas. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sessão com recuo de 2,14%. As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram 3,61% e puxaram a queda.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A volta do descontrole cambial

Autor(es): NATHAN BLANCHE
O ESTADO DE S.PAULO - 28/08/2014

Os riscos para o financiamento das contas externas e a consequente depreciação significativa da moeda brasileira têm se elevado como resultado do aumento de incertezas e do alto nível de intervenções do Banco Central (BC). Adicionalmente, e não de forma clara, mas efetiva, o câmbio sobreapreciado pela atuação da autoridade monetária causa distorções na formação de preços relativos que agravam os desequilíbrios nas contas externas. O resultado final é risco de inflação mais elevada, menor investimento e crescimento econômico.

Descambal era o termo usado na década de 80 para classificar o descontrole da política cambial. Obviamente, estamos muito longe do risco de duas moratórias seguidas, como as de 1982 e 1987, mas os riscos para o financiamento das contas externas e a consequente depreciação da moeda têm se elevado em razão das incertezas e das intervenções do BC. Essas são inéditas e arbitrárias e pouco têm que ver com os fundamentos do balanço de pagamentos. Principalmente por se tratar de crise econômica interna (alta da inflação e baixo crescimento), e não externa.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

SISCOMEX - ALTERAÇÃO NA FICHA CÂMBIO DA DI

NOTICIA SISCOMEX 0092
08/08/2014
ALTERAÇÃO NA FICHA CÂMBIO DA DI
                          
 A FICHA CÂMBIO DA DI ERA NECESSÁRIA PARA FECHAMENTO DE  CÂM-
 BIO NA IMPORTAÇÃO, MAS ESTE CONTROLE NÃO É  MAIS  EXERCIDO
 PELO BACEN. ASSIM, NA DI DO SISCOMEX IMPORTAÇÃO WEB   FORAM
 MANTIDOS SOMENTE OS DADOS DE CÂMBIO DE IMPORTAÇÕES COM ROF.
 PARA RETIFICAÇÃO DOS DADOS DA FICHA CÂMBIO:
 - NA WEB - SERÃO APRESENTADOS SOMENTE CINCO CAMPOS NA FICHA
 FORNECEDOR DA ADIÇÃO, INDEPENDENTEMENTE DE EXISTIR   OUTROS
 DADOS NA ANTIGA FICHA CÂMBIO.
 - NO VB -SERÃO APRESENTADOS TODOS OS CAMPOS DA FICHA CÂMBIO,
 ENTRETANTO, NA TRANSMISSÃO DE DADOS SERÃO GRAVADOS NO GRANDE
 PORTE SOMENTE CAMPOS EXISTENTES AGORA NA FICHA FORNECEDOR.
 O EXTRATO DA RETIFICAÇÃO APRESENTARÁ SOMENTE AS  ALTERAÇÕES
 DOS DADOS DE CONTRATO DE CAMBIO EXISTENTES NA VERSÃO ATUAL
 DA DI WEB.
 DESSA FORMA, A COANA ORIENTA QUE OS DADOS SOLICITADOS  PELO
 IMPORTADOR PARA SEREM RETIFICADOS NA DI REFERENTES A CÂMBIO,
 QUE NÃO TENHAM MAIS CAMPO DE PREENCHIMENTO, SEJAM INSERIDOS
 EM "INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES", NA FICHA BÁSICA DA DI.
 COORDENAÇÃO-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Operações de câmbio de até US$ 10 mil estão dispensadas de formulário

22/07/2014 - 17h15
Arte/SECOM
Dep. Esperidião Amin (PP-SC)
Esperidião Amin: somos uma economia internacionalizada, portanto desburocratizar é norma elementar.
Entrou em vigor nesta segunda-feira (21) a Lei 13.017/14, que desburocratiza a compra e venda de moeda estrangeira no País. Serão dispensadas de formulários as operações de compra e venda de qualquer moeda estrangeira até o valor de 10 mil dólares. Para essas transações, bastará a identificação do cliente.

Até então, apenas as operações de até 3 mil dólares eram dispensadas do formulário. Com o novo teto, a intenção é facilitar a compra e venda de moeda estrangeira por brasileiros, que são recordistas de gastos no exterior, e tentar facilitar a vida de quem recebe ou envia dinheiro para outros países.
DesburocratizaçãoA lei tem origem em projeto do Senado (PL 4458/12), aprovado pela Câmara em maio deste ano. Relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Espiridião Amin (PP-SC), disse que o limite de 10 mil dólares é adequado e vai facilitar a vida do empresário e do turista que precisam comprar ou vender moeda estrangeira.
"Somos uma economia, uma sociedade absolutamente internacionalizada, portanto desburocratizar, ou pelo menos ampliar limites de transferência de valores em moeda estrangeira, é uma norma elementar", ressalta o parlamentar.
Futuras mudanças
A norma também permite que futuras mudanças no limite para as operações de câmbio sem formulário sejam feitas por ato do Poder Executivo, sem a necessidade da edição de uma nova lei.
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Newton Araújo

Fonte: 'Agência Câmara Notícias'

sábado, 12 de julho de 2014

Câmbio, o alvo errado


EDITORIAL O ESTADÃO
O ESTADO DE S.PAULO - 12/07

Controlar a inflação tem sido o principal objetivo da política de câmbio - um jogo arriscado, segundo economistas das mais importantes consultorias. Há cerca de um ano o Banco Central (BC) tem procurado impedir a valorização do dólar no mercado brasileiro e a consequente contaminação dos preços internos. Políticas desse tipo, quando mantidas por muito tempo, barateiam as importações, encarecem as exportações, estimulam os gastos no exterior e prejudicam as contas externas - no caso do Brasil, já em condições bem precárias pelo menos desde o ano passado. Com suas intervenções o BC conseguiu mais que frear a valorização da moeda americana. Do começo de janeiro até a última sexta-feira a cotação do dólar caiu 5,98%, tornando mais complicada a situação do industrial brasileiro, já pressionado pela alta dos salários e de outros custos de produção.

A decisão de agir para conter o câmbio foi tomada há cerca de um ano, quando o dólar disparou em todo o mundo. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) havia anunciado, para breve, uma diminuição gradual dos estímulos à recuperação da economia americana. A emissão de moeda seria reduzida e, portanto, a oferta de dólares cresceria mais lentamente. Os mercados anteciparam a valorização e o Brasil foi um dos emergentes mais afetados pela nova onda. O consequente aumento dos preços de importação logo foi incluído pela autoridade monetária na lista dos desafios urgentes.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Dólar tem maior alta desde novembro

Valor Econômico - 03/06/2014
Silvia Rosa De São Paulo

A semana começou com forte alta do dólar ante o real, com a moeda americana fechando no patamar mais alto desde 3 de abril. Além do movimento de valorização da moeda americana no mercado externo, a redução da atuação do Banco Central no câmbio, por meio das rolagens dos contratos de swap cambial, reforçou as apostas de que a autoridade monetária deve promover um ajuste ou mesmo a interrupção do programa de intervenção, que mantém desde 22 de agosto de 2013.

O dólar comercial subiu ontem 1,61%, encerrando a R$ 2,2770.

Os investidores reagiram à perspectiva de que a autoridade monetária poderá não completar a rolagem do lote de US$ 10,060 bilhões em contratos de swap que vence em 1º de julho.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Câmbio faz rentabilidade do exportador cair em abril

Valor Econômico - 02/06/2014
Marta Watanabe
De São Paulo

A valorização mais recente do real frente ao dólar resultou em queda de rentabilidade do exportador brasileiro em abril. Com ganho de margem desde novembro do ano passado, o exportador viu o sinal se inverter em abril, quando a rentabilidade caiu 0,9%, na comparação com o mesmo mês de 2013. No acumulado do quadrimestre ainda há ganho de rentabilidade, de 4,4% contra iguais meses do ano passado. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Analistas veem, porém, tendência de rentabilidade em queda para os próximos meses. Além da redução nos preços de exportação, a variação do câmbio deve deixar de ter o efeito mais positivo que vinha apresentando até o início do ano para a rentabilidade do exportador. Isso porque o processo de desvalorização do real se intensificou no segundo semestre de 2013, quando o preço do dólar atingiu patamar mais alto do que os atuais. No primeiro semestre do ano passado, o dólar - levando em conta a Ptax - custou, em média, R$ 2,03. No segundo semestre de 2013 a cotação subiu para R$ 2,28.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Mercado prevê nova alta alta do dólar nos próximos meses

Brasil Econômico - 27/05/2014

Conjunção de fatores como o fim do programa de swap cambial do BC no Brasil e provável alta da taxa de juros nos Estados Unidos com o término do programa de estímulo do Fed pode levar cotação da moeda a R$ 2,45 este ano

Fábio Nascimento
LéaDe Luca

A estabilidade do dólar no atual patamar de preço está com os dias contados. Especialistas já estimam que a moeda norte- americana deve fechar o ano cotada a R$ 2,45, uma valorização de 10% em relação ao fechamento de ontem, de R$ 2,22. A alta está atrelada a fatores internos e externos: o fim dos leilões de swap cambial do Banco Central (BC), o anúncio do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) para o aumento dos juros após o término do programa de estímulo e os resultados das próximas pesquisas eleitorais para a presidente da República. A tendência de alta da moeda norte-americana está nas previsões do economista-chefe do BNP Paribas para a América Latina, Marcelo Carvalho. Para ele, o "ambiente de baixa volatilidade como o que vemos desde o começo do ano não dura muito tempo". Para o especialista, a queda recente das cotações não é por fortalecimento do real, mas por enfraquecimento do dólar.

Resolução define os critérios aplicáveis aos financiamentos das exportações brasileiras

RESOLUÇÃO BACEN Nº 4.335, DE 26 DE MAIO DE 2014
DOU 27/05/2014

Define os critérios aplicáveis aos financiamentos das exportações brasileiras previstas no art. 2º-A da Lei nº 10.184, de 12 de fevereiro de 2001, e revoga a Resolução nº 3.512, de 30 de novembro de 2007.

O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 23 de maio de 2014, com base no art. 4º, incisos V, VI, XVII e XXXI, da referida Lei, e no art. 3º da Lei nº 10.184, de 12 de fevereiro de 2001, resolveu:

Art. 1º As operações de financiamento vinculadas à exportação de bens ou serviços nacionais, previstas no art. 2º-A da Lei nº 10.184, de 12 de fevereiro de 2001, atenderão ao disposto nesta Resolução.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

UE acusa bancos de manipular câmbio

Valor Econômico - 21/05/2014
Por Reuters

As autoridades antitruste da União Europeia (UE) acusaram o HSBC, o maior banco da Europa, seu congênere americano J.P. Morgan e o francês Crédit Agricole de manipular parâmetros financeiros ligados ao euro. A medida expõe os bancos a potenciais multas.

A Comissão Europeia disse também que denunciará em breve a corretora Icap por suspeita de manipulação da taxa de referência financeira iene-Libor.

As autoridades reguladoras americanas e europeias atribuíram, até agora, cerca de US$ 6 bilhões em multas a dez bancos e corretoras por manipular a Libor, a taxa do interbancário britânico, e sua correspondente europeia Euribor, enquanto o Ministério Público acusou também 16 pessoas de delitos de fraude.

"A Comissão está preocupada com a possibilidade de os três bancos terem participado de um conluio que visava distorcer o curso normal dos componentes de fixação de preços dos derivativos da taxa de juro do euro", disse a autoridade da UE responsável por zelar pela livre concorrência.

Os três bancos e a Icap, que se recusaram a fazer um acordo para encerrar o processo em dezembro, poderão enfrentar punições pecuniárias de até 10% de seu faturamento mundial se forem consideradas culpadas de infringir regras antitruste da UE.

O J.P. Morgan disse que as denúncias da UE não têm mérito e que vai se defender delas, enquanto o Crédit Agricole declarou que vai examinar o documento de acusação. O HSBC afirmou que vai se defender com todo o vigor.

Uma multa recorde, de € 1,7 bilhão, foi aplicada em dezembro a seis bancos, entre os quais Deutsche Bank, Royal Bank of Scotland e Citigroup, por delito semelhante. As instituições encerraram os processos com acordo e tiveram desconto de 10% sobre suas multas.

Indagado sobre a investigação em curso sobre a Libor contra a Icap, o comissário europeu para a competição Joaquín Almunia afirmou à imprensa: "Nos próximos dias ou semanas, deveremos emitir uma nova impugnação a contestação contra a corretora".

A Icap, a maior corretora de interligação entre operadoras credenciadas, preferiu não comentar o assunto. Ela foi uma das dez instituições multadas pelas autoridades americanas e europeias em setembro passado por manipular índices referenciais iene-Libor.

Almunia disse que as autoridades ainda não decidiram qual será o próximo passo na investigação sobre a suspeita de manipulação do mercado maior mercado de câmbio do mundo, que movimenta trilhões de dólares.

O comissário pode optar por abrir uma investigação formal sobre o caso ou mantê-lo em suspenso se um número suficiente de bancos decidir encerrar as acusações com acordo, e apenas anunciar uma decisão no final.

Mais de 30 corretoras de câmbio de muitos dos maiores bancos do mundo foram postas em licença, suspensas ou excluídas com a expansão da sindicância do mercado de câmbio para vários países.

A investigação se concentra em atividades relativas à principal referência do mercado, conhecida como preço de fechamento WM/Reuters, que é vinculada a várias taxas de câmbio, como euro e libra esterlina, e definida diariamente em Londres. Elas são compiladas com dados da Thomson Reuters e de outras fontes, e calculadas pela WM Company.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Alta do dólar já tira margem de exportador

Valor Econômico - 05/05/2014
Por Marta Watanabe | De São Paulo

A alta mais recente do dólar já começou a tirar um pouco da rentabilidade dos exportadores. A margem de ganho das exportações cresceu 4,7% no primeiro trimestre de 2014, na comparação com iguais meses do ano passado. A rentabilidade do período, porém, é menor que o índice de 6,7% no acumulado dos dois primeiros meses. A valorização cambial nos últimos meses foi um dos fatores que levaram à diminuição da margem. A taxa de câmbio nominal teve valorização de 2,4% em março, na comparação com fevereiro. Isso contribuiu para uma queda de 3,2% na taxa de rentabilidade em março, na comparação com o mês anterior. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Apesar da valorização recente, de janeiro a março o real acumula desvalorização. No primeiro trimestre, a elevação da margem do exportador resultou principalmente da desvalorização de 18,5% do real frente ao dólar no período. A depreciação compensou a queda de 5% no preço das exportações e a elevação de custos de produção de 7,4%.